Friday, October 10, 2008

Deserto

(Antologia do Prêmio Sesc de Poesias 2008)


Deserto,


o ar parado,


entre


meu olhar


e


o


teto.


Deserto,


o meu pensamento,


sem morte,


nem projeto.


Deserto,


o meu corpo largado,


sangrando aberto,


às traças do quarto.


Deserto,


o olhar do mendigo,


engolindo um grito,


dormindo e acordando comigo,


ruminando desertos.


8 comments:

fernanda barreto said...

lindo, adriano.
lindo adriano.

Teatro em transe said...

É isso aí! Parabéns! Abração!

Paty said...

Adorei Adriano!
Muito bonito.

Parabéns!

Lilian Scheidegger said...

Parabéns, Dri.
Felicidade compartilhada!
Sempre achei que as traças das gavetas de sua casa são bichinhas privilegiadas.
Bjo.

Fernanda said...

Dri!!!!!!
Você sempre foi um gênio, isso eu já sabia, mas que vc virou um gênio público... Parabéns amigo e continue escrevendo essas maravilhas pra preencher o buraco que as vezes é vazio nas nossas vidas!!!!!!!

Grande beijo!
Fer ( Bignelli )

Luciano Charlita de Freitas said...

Ola meu amigo. Te achei por aqui depois de dar uma olhada nuns trabalhos de teu irmao. Coincidencia pura, mas feliz. Vejo que sua veia literaria continua apuradissima.
Assumindo minha condicao de simples apreciador da boa escrita me resta rastejar por aqui de vez em quando e ler algo que me alegre um pouco. Grande abraco. Luciano

Ioda said...

"(...) São grandes os desertos e tudo é deserto (...)".

Um velho companheiro dali, depois da dorsal atlântica, já leve por não ter mais carne, fazia meio-coro contigo.

Um grande abraço,
Ioda.

luciana rosa said...

muito bonito mesmo!
esse prêmio foi justo!